Newsletter, Palavra do diretor

Ana Claudia Favano

02-06-2025

Riscos virtuais e segurança na Internet

Riscos virtuais e segurança na Internet

Se os pais decidiram dar um telemóvel aos seus filhos, devem definir as regras de utilização em conjunto com eles antes de começarem a usar o dispositivo. Pode parecer simples, mas na verdade eles terão nas mãos algo muito poderoso que pode levar a consequências devastadoras e irreversíveis.
Apresentar o mundo digital a eles exigirá muita dedicação e orientação da sua parte, com navegação compartilhada por um tempo, até que você tenha certeza de que seus filhos compreendem e são capazes de navegar com pelo menos um nível mínimo de responsabilidade.

Uma imagem publicada online é uma imagem que permanecerá para sempre. Certifique-se de que eles não enviem imagens de si mesmos para ninguém nem partilhem nada sobre suas vidas privadas. Publicações com endereços, e-mails, números de telefone, locais que frequentam e até matrículas de carros podem revelar onde moram.
O mundo virtual é obscuro e nunca sabemos realmente quem está do outro lado da tela, e os seus filhos precisam estar cientes disso e não acreditar em supostos amigos online.

Uma boa ideia é combinar com eles que só devem partilhar o que os pais definitivamente aprovariam ou teriam permissão para ver ou ler, e fazer a seguinte pergunta a si mesmos antes de clicar em «enter»: os meus pais aprovariam? Isso certamente mudará muitas das publicações impulsivas que eles poderiam fazer.

As imagens partilhadas na Internet ficarão para sempre fora do seu controlo. Publicações inadequadas espalhar-se-ão pelo mundo em segundos e você também será responsabilizado pelas ações dos seus filhos.
Partilhar imagens de outras pessoas também se tornou comum no mundo virtual, e recomendo que discuta isso amplamente com os seus filhos, pois publicar a imagem de outra pessoa sem permissão é um assunto sério, especialmente em casos de piadas inadequadas ou provocações.

Tenha em mente que por trás de cada telemóvel ou tablet há um chip 5G que foi comprado por um adulto responsável. Mesmo que esteja conectado ao Wi-Fi, você é responsável pelo dispositivo do seu filho.
Há muitos aspetos específicos a serem considerados, e nada melhor do que entender todas as implicações legais e morais antes de usar algo.

Não são apenas as imagens que publica que podem trazer consequências irreversíveis, mas também o que escreve. Certifique-se de que o seu filho só escreve coisas que vocês, como pais, se sentiriam confortáveis em ler. A mesma regra que se aplica às imagens também se aplica ao texto. Isso ajuda a evitar que eles façam piadas de mau gosto ou comentários inadequados pelos quais possam ter de responder no futuro.

Esses comportamentos — quando alguém publica imagens de outra pessoa nas redes sociais ou em grupos do WhatsApp acompanhadas de comentários inadequados e desrespeitosos — são considerados cyberbullying e classificados como crimes cibernéticos.

O cyberbullying é a extensão do comportamento hostil do ambiente físico para o espaço virtual, onde não há limites entre agressor e vítima. Não há segurança para a vítima, que se sente completamente exposta. A propagação acontece tão rapidamente que não há dúvidas: o cyberbullying é uma das formas mais prejudiciais e devastadoras de agressão psicológica da atualidade.

Não podemos minimizar a gravidade do cyberbullying chamando-o de brincadeira ou tratando-o erroneamente como algo insignificante.
Os danos causados offline refletem-se em sérias consequências psicológicas para as vítimas e aparecem no seu dia a dia.

As famílias e as escolas devem estar atentas a mudanças repentinas de comportamento, e o desempenho académico pode mostrar sinais claros. Faltar à escola, recusar-se a sair com os amigos, dificuldade em concentrar-se, falta de interesse em atividades que antes gostava, uso excessivo do smartphone, comportamento autodestrutivo, queixas físicas, irritabilidade e ansiedade podem ser sinais de alerta.
Enviar mensagens ameaçadoras, partilhar fotos ou vídeos embaraçosos, criar grupos ou sites de ódio, enquetes ofensivas, contas falsas, invadir perfis de outras pessoas, roubo de identidade e enviar mensagens sexualmente explícitas (sexting) são todas formas de agressão virtual.

Converse com os seus filhos sobre o cyberbullying da mesma forma que conversa sobre o bullying no mundo real.
Todas as crianças e adolescentes podem se tornar vítimas, mas a forma como os ajudamos a lidar com isso pode fazer toda a diferença nas suas vidas.

Eles estarão menos propensos a fazer aos outros o que não gostariam que fizessem a eles e certamente se lembrarão das conversas que teve com eles sobre o assunto. Isso os prepara para enfrentar situações com mais confiança, seja com eles próprios ou com um amigo. Se os seus filhos confiam em si, eles contarão sobre qualquer situação estranha que testemunharem no mundo virtual. É por isso que a sua presença na vida digital deles é essencial. A educação digital começa em casa e continua na escola. Mas se apenas a escola tomar uma posição e oferecer orientação, ela não terá recursos suficientes para lidar com tudo o que pode acontecer.
Existem muitos outros riscos no mundo virtual, e não abordei todos eles aqui. Falarei mais sobre eles em textos futuros.

Um grande abraço da Girafa!

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