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Palestras

Sérgio Becker profere palestra a alunos do High School
29/05/2010

Educador, palestrante, Diretor Geral da Unigente Consultoria em Desenvolvimento (www.unigente,com), o administrador de empresas Sérgio Becker é um profissional experimentado: já realizou treinamento de empresas, executivos e funcionários em diversos países do mundo, da Europa à América Latina, passando por Oriente Médio, Ásia e Estados Unidos.

No último dia 28 de maio, Becker compareceu à Escola Internacional de Alphaville para conversar com os alunos do High School (Ensino Médio) em mais uma das palestras integrantes da disciplina “Empreendedorismo e Projeto de Vida” – os alunos da escola já tiveram a oportunidade de ouvir experiências e ensinamentos de figuras de destaque como o ambientalista Fábio Feldmann, o jornalista Rodolpho Gamberini e a vice-presidente da Unilever Andréa Salgueiro Cruz Lima.

De maneira descontraída e envolvente, Becker falou sobre como mudar hábitos arraigados, não ter medo de novas experiências, aprender com todas as pessoas com que se convive, humanizar relações, tanto pessoais quanto profissionais, e sobre como ser um líder que agregue e não um chefe que oprime.

A seguir, um compêndio da palestra:

Padrões pré-estabelecidos
Cada um tem seu próprio norte. Então vai chegar um cara que você nunca viu mais gordo e falar, “estudei em Stanford, fiz a London School...”, mas isso não tem nada ver, cada um tem seu próprio caminho, sua história.

Realidade desumana
Aqui eu vejo um grupo de vencedores, e de privilegiados. Vocês têm oportunidade de estudar numa escola de primeiríssimo mundo; vocês têm oportunidade de abrir horizontes estudando outros idiomas; de atividades sociais; mas, o que podemos fazer para mudar essa realidade desumana com que nos deparamos no mundo atual, a realidade do vigilante que toma conta de nosso residencial. É assim que funciona. Daqui a pouco fará 2 graus abaixo de zero, sensação térmica de 5, como já vi em Alphaville, e eu vejo os caras andando pelo residencial, gelados. Na frente de uma farmácia daqui, fica um cara no inverno, parado. E ele não pode sentar. Como podemos mudar isso? É digno deixar um ser humano 10 horas, parado de pé, em frente a um prédio? Eu não tenho a resposta.

Hábitos positivos e negativos
Todos nós somos criaturas de hábitos. Há hábitos positivos como estudar ou escovar os dentes. Agora, há hábitos negativos, como não dar bom dia às pessoas. Alguns dos vigilantes estavam me dizendo que eu sou um dos poucos moradores que cumprimentam. A maior parte, de manhã, ou levanta o vidro com insulfilme, ou finge que está falando ao celular. E eles me disseram, “será que eles não percebem que estamos garantindo a segurança da casa, a própria vida deles, e que sabemos que eles não estão falando no celular?”

Aprendizado constante
Tem executivos que só se interessam por três assuntos: grana, mulher e futebol. Não necessariamente nessa ordem. O mundo fica muito pobre. Não importa a idade que você tenha, mas tem um montão de coisas para se conhecer. O erro que cometemos quando temos 16, 17, 18 anos, é achar que esgotamos todo o conhecimento, é muito comum isso. À medida que você vai avançando no conhecimento, você vê que não sabe nada. Aliás, quem falou “só sei que nada sei”? Sócrates. Os gregos já sabiam tudo 500 anos antes de Cristo. O conhecimento é como portas que vão se abrindo.

Trabalho como fardo
Você pergunta para uma pessoa se ela gosta do trabalho dela, e ela não sabe mais. Você pergunta, “que horas você entra no trabalho?”. Ela fala, “pego as 8 e largo às 18h”. É um fardo que ele carrega. “Quanto você ganha?” “Tiro 600”. Ele não recebe, ele tira. Dá para viver assim, dá para ter um casamento chato, como vemos um monte por aí, de pessoas que não tem troca, não tem nada?

Ideias preconcebidas
Qual a imagem que temos da Bahia? Indolência, preguiça. Do Rio de Janeiro? Malandragem, boemia. Do Paraguai? Contrabando. Da Colômbia? Drogas, violência. Da Suíça? Civilidade, educação, organização. Tudo errado. Na Bahia, nem todo mundo dança carnaval, gosta de axé, vive 365 dias por ano no Carnaval. No Rio as pessoas trabalham muito; há congestionamentos piores que os de São Paulo, às vezes. Você não sabe o que é usar terno e sapato no verão de 45 graus e seu sapato grudar no chão porque o asfalto derreteu. Fui para a Colômbia e adorei, é lindíssima, tem o maior museu do ouro do mundo em Bogotá. A Suíça, o paraíso neutro; eu estava em Zurique, e na frente de meu hotel houve uma manifestação em que os policiais batiam e arrancavam sangue dos manifestantes. Cadê a Suíça de paz? Nós somos preconceituosos. 

Ideias preconcebidas II
Não parta da premissa que o camarada que está lá em seu residencial não sabe muito, mais ainda do que o cara que está aqui na frente. Porque ele pode ter uma estrada de vida que lhe conferiu muita sabedoria, e você está perdendo essa informação.

Humanizar relações
Sei que hoje se vive no Orkut, Facebook, Twitter. Mas quantas vezes você sentou e foi conversar com uma moça que varre o chão, um taxista. É sair um pouco da casca. E assim que humanizamos nosso ambiente. Se eu acender uma vela e colocar um copo em cima, o que acontece? Apaga o fogo. Ela precisa de oxigênio. Porque, na verdade, uma vela, para continuar viva, precisa manter trocas.

Escapar de padrões comportamentais
Você não é obrigado, para ser aceito pelo grupo, a viver exatamente como o grupo quer que você viva. Tem gente que gosta de beber cerveja. Legal. Mas para ser guerreiro, não precisa tomar determinada marca de cerveja. Porque, ao contrário, você vai ficar um babaca se tomar cerveja demais, seu cérebro vai virar mingau. Mas se associa isso, tem que beber porque as mulheres vão te achar maravilhoso. Não é assim. Você não vai ser menos gente se não tiver o último celular da moda.

Valor da leitura
Tem pessoas que gostam de ler. Então leiam, vocês têm um grande amigo no livro. Ele não precisa de eletricidade, não precisa ser formatado se der pau. Ele está lá.

A pedra e a mudança
Mesmo uma pedra pode significar mudança. Esta [Sérgio Becker exibe uma pedra aos alunos] é uma pedra autêntica do Muro de Berlim, talvez a mudança mais significativa do século XX.

Medo da mudança
Na verdade, temos medo da mudança. Vamos fazer algo e temos medo. O que cada um faz? Passa a bomba adiante. E muitas vezes essa bomba pode ser uma grande oportunidade. Oportunidade implica, também, riscos. Senão a vida não tem graça.

Presente diário
Cada um vai ganhar um presente, à meia-noite de hoje. São 86.400 segundos, que perfazem o total de segundos contidos em um dia, para você gastar da maneira que quiser. Portanto, para de reclamar, de fazer todo igual, de ser uma pedra atada aos hábitos, e abra os horizontes.

Dar e receber
Fui para o Oriente Médio ministrar algumas palestras, Egito, Israel, Marrocos, e achei bacana. Mas o que mais me interessou foi o seguinte: há o mar da Galiléia, aonde Cristo teria andado sobre as águas e teria havido a multiplicação dos peixes. Fui até lá e parece um cenário bíblico, com muitos pescadores, mesmo porque é um mar piscoso, com muitos peixes. Descendo, mais ou menos uns 200 km de uma grande descida, em que há o Rio Jordão, chega-se ao mar Morto, o lugar mais baixo do planeta, a 330 metros abaixo dos outros mares. Qual a característica do Mar Morto? Muito sal. Ele é morto mesmo, não tem plantas, não tem peixes. O que é estranho, pois 200 km antes o mar da Galiléia é repleto de peixes. Vendo isso, uma coisa me ocorreu. Por que, em primeiro lugar, o mar da Galiléia dá origem ao Rio Jordão? Porque na verdade não é um mar, e sim um lago, chamado Tiberíades. Um mar de água doce, que recebe as águas das colinas de Golan, e estas vão descendo. Ele entrega as águas ao rio Jordão, que as entrega ao mar Morto. Este só recebe. E ao só receber, e não dar nada, egoisticamente, ele não cria vida. E tende a desaparecer. O mar Morto é morto porque só recebe. Você tem vocação de mar da Galiléia ou mar Morto. Você quer vida ou quer desaparecer. O mar da Galiéia cresce, troca, se renova. Ele é sempre o mesmo sem ser o mesmo.

Ser agentes de mudanças
Tem gente que passa pela vida com essa vocação de mar Morto, carimbando os outros, preconceituosamente, não entendendo que ser diferente é normal, e que estamos aqui para tomar iniciativas para essas diferenças diminuírem cada vez mais, como líderes que já somos. Mas podemos ser agentes de mudança. E nosso papel, não só como empresários e empresárias, é parar de pensar só numa visão organizacional. É pensar em seres humanos melhores, que não sejam tangidos pela mídia; escutar nossos corações; ouvir pessoas que podem lhe orientar. Somos uma parabólica que capta sinais.



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Prato Base: Arroz, feijão, arroz integral / opção: lentilha
Prato Principal: Strogonoff de carne
Prato Opcional: Filé de frango grelhado
Guarnição: Batata smile
Verdura: Mix de verduras
Doce:
Fruta: Salada de frutas

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Salgado: Roseta com queijo branco e presunto de peru
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